segunda-feira, março 29

Female

Mulheres podem ser pétala, flor e numa ordem sempre crescente, espinhos.  Somos tidas como complexadas, complicadas, confusas etc. e me pergunto se depois de ser levado a um giro de 360° entre "isso não vai mais acontecer" e a repetição da grosseria masculina, exista alguém que ande sem cambalear e sem uma dose de neurótica na cuca.
Sorrimos do homem que não existiu e mesmo sabendo, não deixa de ser verdade que ainda assim, continuamos sorrindo. Sempre perdidas entre a essência do existir, do desistir, homófonos, homógrafos, cavaleiros, cavalheiros; quem é quem ou o que é o que. Sem entretenimentos medievais com o príncipe encantado ou cavalo branco 2.0.
Mesmo que um dia a poesia pra nós acabe, sempre terá poder feminino pra se fazer irromper novas palavras de amor. Somos halo divino e n indefeso vapor.

segunda-feira, janeiro 25


Outro dia ouvi alguém dizer: meu inimigo mora dentro da minha própria casa! É, foi sinistro eu sei, mas me fez pensar no quanto a gente se esforça pra nomear inimigos. Tomando a parte que me cabe desde já, na "melhor" das hipóteses um inimigo é alguém contrário a uma opinião e indo um pouco além, no sentido fatal da coisa, é sinônimo de ódio, aversão, alta destruição.
Em tempos não tão distantes, ter um inimigo era guerra na certa, envolvia gente inocente também e com 1 único objetivo, extermínio total e caminho livre pra ter o que tanto se almejava, mesmo com um braço a menos ou um olho,talvez.
Hoje não é tão diferente assim, quanto mais longe pudermos estar do "tal", melhor! E com o ódio na cabeça,bem ali dentro, corroendo todos os míseros pensamentos, com aquele sentimento de: "aah se eu pudesse dar um murro na cara dela, não precisava fazer muito estrago, bastasse que o nariz dela quebrasse o suficiente pra que nem plástica resolvesse mais, só isso".
E por fim, depois de tanta destruição, me pergunto quem sai mais tranquilo da história? Já não suficiente todo o mal que foi causado, estragando de vez a nossa vida , no final ainda sentimos os únicos sentimentos que só em guardar nos traz um mal danado, um stress eterno; um câncer ali, uma gastrite aqui, não precisa ir muito longe, uma úlcera. E pergunto de novo, quem sai ganhando mesmo ein?
É, eu sinceramente não tenho inimigos e não faço a mínima questão de tê-los, não considero nem um pouco atrativo as causas nem muito menos as consequências, enfim, mas e você ta afim de uma ulcerazinha mal passada?

domingo, janeiro 3

2010 d.c


Talvez não seja novidade que a maioria das pessoas logicamente escreveu sobre o Réveillon e é bem interessante que a maioria delas também fez uma retrospectiva sobre o ano que se passou, pontos negativos e positivos.
A repetição dos anos, os conceitos sobre a vida geralmente são exatos, definidos, porém sempre existem alguns fatores que fazem dela outono. A moda faz das cores a "sorte" pro ano que chega, alguns se vão antes da virada e a maioria dos relacionamentos acabam por falta de expectativa do tempo que se passou.
O único fundamento a ser estabelecido em tudo que se foi é fazer nova todas as coisas.

segunda-feira, dezembro 28

ABC

Ah, as palavras... E se eu pudesse soltar todas as que quero escrever agora, talvez me faltaria espaço ou tempo. As palavras formam caráter, conselhos, opiniões e com um conjunto destas, um diálogo. Podem magoar, ferir, enganar e mentir. Vêm maquiadas, iletradas, enfeitadas. E por mais características que surjam, as palavras têm poder de alguma forma.
Quem não saiba lutar kung-fu, basta organizar um par de frases e pronto, Estrago feito!
Persuadir monta uma fortaleza sua, com tijolos dos outros, mandar ou sei lá que nome pode ser dado a arte de malabarismo de palavras, mas admito que quando os assuntos são minhas fraquezas, meus calos e abusos, meu poder simplesmente some, é como se fosse uma criptonita sugando todas as possibilidades de alternativas.
É como se a raiva ou o excesso de palavras usadas contra mim oxigenasse meu cérebro e de alguma forma impedisse que uma, pelo menos uma frase se formasse e perambulasse o interior direto ao exterior.
Por isso que a palavra desabafo não existe em meu dicionário. Falta-me, me falta!
Pensar traz paciência e as palavras certas.

domingo, dezembro 20

Progmático

        
Já ouvi algumas pessoas dizerem que quando tudo está bom, pode desconfiar, vem algo de errado por aí. A rotina se desfaça em sofismas e o balde de água fria tende a virar.
Antes de enfrentar um deserto é preciso se deliciar com um belo e grande copo de água. Mas daí, espinhos de cactos tão absurdos e doloridos nos ensinam que por mais dor que possa haver, o fim da sede se acaba ali, dentro.
          "N" fatores contribuem pra que a vida tenha altiplanos.
Há sempre quem trapaceie, quem burle a confiança e quem fale o que não era pra ser dito,e o que realmente une todas as coisas é que sempre existe alguém ou algo que pinte por cima do arco-íris um triste tom preto e branco que torne o mundo onde tudo que respira é competitivo e o prêmio é o oxigênio.. A nostalgia dessas idéias é proposital, não existe ilusão diante do fato de que
não é possível dar o cargo de perfeição quando o que existe é transgressão.
          E é quando por um súbito vem a frase: nada é tão ruim que não possa piorar. A quem foi enganado custa aprender a não confiar tanto nas pessoas, a quem "desenha corações na frente dos bois" custa aprender a não se prender tanto a sentimentos quando existem amigos que nos preenchem de forma mental, física e espiritual também.
         Todo o universo é regido por leis inabaláveis assim como a vida segue um curso universal que todos devemos aprender a achar água onde talvez pareça impossível, e aprender que o próprio eu é invencível quando se permite coordenar e gerenciar as leis já estabelecidas.

quinta-feira, dezembro 3

CHA

Vamos usar a razão e a sabedoria pra que juntas resultem no
bom senso de respeitar as pessoas e ter a capacidade de se
separar do senso comum dentro dos bons costumes e regras
estabelecidas pelos bons princípios

terça-feira, dezembro 1

Hoje

   

   
Hoje, um dia como todos os outros, porém com um pingo de tinta que manchou a folha; a tinta manchou a tela, manchou o chão, manchou a vida; uma mancha pequena,
de cor vermelha escura.
Hoje o pingo manchou a lágrima, a lágrima manchou a mancha.
Hoje nos fez pensar no quanto somos frágeis e limitados, no vento que sopra e arranca-nos as pétalas; lembramos o quanto somos dependentes de Deus e daquilo que talvez não fizemos para quem se foi. Nos fez escrever recados em morte quando ainda em vida não escrevemos. E nos fez lembrar da redenção e dos propósitos divinos para todos aqueles que se preparam para a suprema manhã.
    Os homens a temem porque nela não existe sentido algum e ainda que parássemos a vida inteira para entendê-la, categorizando teorias, não conseguiríamos; não foi algo criado para nós, a morte é consequência. Para Deus,a muitos, ela não é o fim e sim o princípio, uma espera em descanso, um sono profundo.
    Se todos conseguissem entender a essência da morte humana, o fim terrestre para o início celeste após o regresso divino, todos investiríamos bem mais em feitos que edificam  para recebermos a recompensa de reencontrar os que se foram e também receberam.

...a morte não é a finalidade da vida

Obrigada Cláudio por ter estado em nossas vidas e ter escrito suas folhas aqui na terra. Sentiremos saudades, até logo.